07 fevereiro 2014

Início das atividades 2014




O Ponto Cenpro Faces de Cultural iniciou oficialmente suas atividades segunda-feira (03/02) e é marcado pela abertura das inscrições para a Escola de Teatro Faces e o lançamento do Edital Licitação Carta-Convite 01/2014, a ser aberto na próxima segunda-feira.
O edital possibilitará a aquisição de kit de equipamentos para produção audiovisual, que fortalecerá o projeto de cinema que já vem sendo desenvolvido pelo Ponto de Cultura, em parceria com o Teatro Faces, o "Faces Filmes". Fazem parte dos produtos licitados Câmera Filmadora em AVCHD, kit microfone Boom, Câmera de Ação, Cases, etc.
A Escola de Teatro Faces é um dos maiores projetos de teatro do Estado do Mato Grosso, e para fazer a inscrição é preciso ter pelo menos 07 anos de idade, e as aulas ficam divididas em diversos locais de Primavera do Leste, garantindo a descentralização do projeto. Os polos que, a princípio, estão definidos e recebendo inscrições esse ano são:
  • Centro Cultural
  • Escola Novo Horizonte
  • Escola 13 de Maio
  • CRAS Mabília Furtado
  • CRAS Ivone 
  • Espaço Prima Jovem
Para mais informações, ligar no (66) 34984949, de segunda a sexta, horário comercial.


13 dezembro 2012

Encerramento das aulas com apresentação

As aulas ministradas pela professora Rafaela Salomão tiveram seu marco final deste ano com a apresentação de um pequeno espetáculo em misto de alunos de duas escolas onde a professora desenvolve seus trabalhos. 


A peça se trata da adaptação de uma história "A filha do rei em busca de marido" com elementos da cultura popular resultando em um espetáculo divertido e para todos os públicos.  O trabalho encerrou o ano com muita energia e vontade de fazer mais, porém, teremos que aguardar o próximo ano.


Pedreira das Almas

Ontem, dia 13, aconteceu a apresentação da turma adulta de teatro. O trabalho apresentado foi um recorte do texto Pedreira das Almas, do dramaturgo Jorge Andrade. Pedreira das Almas retrata o período de esgotamento da exploração aurífera em Minas Gerais, durante a Revolução de 1842.
A turma é dirigida pelo diretor e dramaturgo do Teatro Faces, Wanderson Lana. A turma esteve em um trabalho de três meses de duração, o objetivo do projeto é colher atores adultos para trabalhar com o elenco principal do Teatro Faces, consolidando um processo de manutenção de atores. São treze atores que compõem a turma adulta, com faixa etária de 20 a 50 anos.
No próximo ano este trabalho deve continuar, contando com a participação de novos alunos, e ofertando trabalhos para os alunos da turma adulta do ano de 2012.


04 dezembro 2012

Teatro Faces cumpriu agenda pelo interior de MT e conquistou novos públicos


Teatro Faces cumpriu agenda pelo interior de MT e conquistou novos públicos

Na semana de 22 a 27 de novembro a Cia de Teatro Faces de Primavera do Leste esteve cumprindo mais uma etapa do projeto de Circulação Nacional “O menino e o céu” contemplado pelo edital Prêmio Funarte Myriam Muniz 2011, após circular pelas capitais de 12 estados a turnê agora contempla os municípios do interior de Mato Grosso.

A agenda da Cia de Teatro Faces começou na cidade de Chapada dos Guimarães no dia 22 de Novembro, onde aconteceram duas apresentações, com um público de cerca de 500 crianças que acompanharam o menino e seu sonho de voar.

No dia 24 de Novembro a Cia desembarcou em Nova Olímpia para mais duas sessões, as apresentações foram marcadas por um público muito carinhoso que ovacionou os atores do Teatro Faces nas duas apresentações que lotaram o Cine Teatro Nova Olímpia. Já no dia 25 de novembro à tarde o espetáculo esteve na cidade de Tangará da Serra e a noite na cidade de Campo Novo dos Parecis no encerramento do Festival Municipal de Teatro daquele município.

Além das apresentações, o Teatro Faces promove nas cidades oficinas sobre o processo de montagem de espetáculos e um workshop sobre dramaturgia para infância e juventude.

No dia 26 de novembro as apresentações foram na cidade de Comodoro, onde mais uma vez a Cia foi ovacionada e aplaudida de pé pelas pessoas que compareceram no Centro de Eventos do município.

Encerrando esta etapa da turnê, “O menino e o céu” esteve na cidade de Pontes e Lacerda, onde se apresentou para uma plateia com cerca de 300 pessoas no dia 27, emocionando e encantando o público local.

“Para nós foi uma alegria imensa, é um sentimento de dever cumprido, visto que a Cia tem alcançado uma visibilidade fora do estado, mas não havíamos apresentado nas cidades de Mato Grosso que já ouviram falar do Teatro Faces, ter a oportunidade de levar “O menino e o céu” por essas cidades e conquistar novos públicos para o Teatro nos deixou muito feliz.” - disse a atriz Edilene Rodriguez, que faz a Mãe no espetáculo.

A Cia de Teatro Faces não pode deixar de agradecer os parceiros que fazem possível essa Turnê e parte da história da companhia: Governo Federal através do Prêmio Funarte Myriam Muniz, Prefeitura Municipal de Primavera do Leste, Deputado Estadual Zeca Viana, Agrológica Mercantil, Jornal “O Diário”, Portal Clique F5, Imobiliária Cosentino e a todos as Prefeituras e Grupos de Teatro que receberam a Cia em seu município.



09 novembro 2012

O Menino e o céu da Cia de Teatro Faces circula pelo interior de Mato Grosso




A Cia de Teatro Faces depois de cumprir agenda de apresentações por 11 estados brasileiros pelo projeto Amazônia das Artes do SESC e Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz do Governo Federal, começa a partir de novembro mais uma etapa da Turnê Nacional “O menino e o céu” dessa vez pelas cidades do interior de Mato Grosso.
 “O menino e o céu” conta a história de um menino que vive no agreste nordestino e tem como único amigo um jumentinho; e como maior sonho o desejo de voar para pedir às nuvens que volte a chover. Repreendido por sua mãe que não permitia, de maneira nenhuma, que o Jumentinho bebesse o pouco da água que tinha, o menino sai com seu amigo numa grande jornada em busca do Rio São Francisco, acreditando que no meio do caminho encontrariam um pássaro que os ensinaria a voar.
A Cia de Teatro Faces é uma das principais companhias de Teatro do estado de Mato Grosso e começara a partir da segunda quinzena de novembro a apresentar-se nas cidades de Campo Verde; Chapada dos Guimarães; Nova Mutum; Lucas do Rio Verde; Nova Olímpia; Tangara da Serra; Campo Novo dos Parecis; Comodoro; Pontes e Lacerda e Primavera do Leste cidade sede da companhia.
Essa turnê pelo interior de Mato Grosso é um projeto da Cia de Teatro Faces aprovado pela FUNARTE (Fundação Nacional das Artes) em 2011 que permitirá que a Cia circule pelo interior do estado, levando a possibilidade de solidificação da democrática arte do Teatro, principalmente no que tange seu desenvolvido não apenas nos grandes centros e sim atingindo um público não convencional propiciando o surgimento de novas plateias.
O espetáculo circulou esse ano pelos estados de Tocantins, Amazônia, Amapá, Pará, Acre, Rondônia, Roraima, Piauí, Maranhão,  Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. É previsto ainda para o inicio de dezembro que o espetáculo “O menino e o céu” se apresente nas cidades de Paranatinga e Poxoréu.



06 novembro 2012

Iluminação do Ponto Cenpro Faces de Cultura é usada pela primeira vez


O VI Festival de Teatro Velha Joana além de demonstrar o trabalho realizado pelos polos do Ponto Cenpro Faces de Cultura, também foi marcado pela utilização dos equipamentos de iluminação próprios do Ponto de Cultura.

Os equipamentos são de primeira linha e demonstraram o interesse da Cia de Teatro Faces pela profissionalização do Teatro em Mato Grosso, foram adquiridos e utilizados 05 elipsoidais, 08 par 64, 05 PC e 04 canhões Fresnel. Além da mesa de iluminação Smartfader com 48 canais e do Dimmer para 12 canais.
            Todo equipamento foi comprado no segundo ano de funcionamento do Ponto Cenpro Faces de Cultura com recursos do Governo Federal.

 
 
 

16 outubro 2012

VI Festival de Teatro Velha Joana é um sucesso


O VI Festival de Teatro Velha Joana realizado no início do mês nas dependências do CTG e em vários pontos do município, mostrou a força do Teatro em Primavera do Leste através de 30 apresentações, sendo 02 convidados de Mato Grosso: Teatro Experimental com “A Santa Joana dos Matadouros” e Cia Teatro Mosaico com “Muito Barulho por nada” e um convidado de Santa Catarina: Aline Maciel E Sig com a contação de histórias “Folcloreando”.
Os avaliadores do Festival competitivo foram o Diretor e Ator Jefferson Jarcem do Grupo Tibanaré de Cuiabá e o Ator do Teatro experimental Anderson Flores.
O festival é realizado pela Prefeitura Municipal de Primavera do Leste, através da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer e Coordenadoria de Cultura. A Produção ficou para o Ponto Cenpro Faces de Cultura e o Teatro Faces.
Agradecemos a todas as instituições culturais e de ensino que fizeram desse o maior festivais em número de apresentações e público de Mato Grosso.
Segue lista dos vencedores:

Categoria Infantil I
Melhor Revelação para Carlos Tourão por O Casamento de Dona Baratinha;
Melhor Atriz Revelação para Ana Clara por A velha a Fiar;
Melhor iluminação para Chapéuzinho Vermelho;
Melhor Sonoplastia ou Música Cênica para A Velha a Fiar;
Melhor Cenário para Chapéuzinho Vermelho;
Melhor Maquiagem para A festa no céu;
Melhor Figurino para O Casamento de Dona Baratinha;
Melhor Ator Coadjuvante para Lucas por Dom Ratão por O Casamento de Dona Baratinha;
Melhor Atriz Coadjuvante para Maria Eduarda por Ratinha Invejosa de O Casamento de Dona Baratinha;
Melhor Ator para Gabriel por Sapo de A festa no céu;
Melhor Atriz para Lívia por Chapéuzinho Vermelho por Chapéuzinho Vermelho;
Melhor Texto Adaptado por Chapéuzinho Vermelho;
Melhor Direção para Patrícia Guimarães por O Casamento de Dona Baratinha;
Terceiro Melhor Espetáculo para A Festa no Céu da EMEI Parma I;
Segundo Melhor Espetáculo para Chapéuzinho Vermelho da EMEI Mundo Encantado;
Primeiro Melhor Espetáculo para O Casamento de Dona Baratinha da EMEI Sonho de Criança;
Apresentação do espetáculo "O casamento da D. Baratinha"
Premiação Melhor Espetáculo Cat, Inf. I "O casamento da D. Baratinha"
 Categoria Infantil II
Melhor Ator Revelação para Bruno Baroni por Rei e Rico de Conto um Conto;
Melhor Atriz Revelação para Bruna Kamayura por Bezerra de Ploc, a borboleta mais linda que eu já vi;
Melhor Iluminação para Ploc, a borboleta mais linda que eu já vi;
Melhor Sonoplastia ou Música para Vem que te Conto;
Melhor Cenário para Histórias de Lenços e Ventos;
Melhor Maquiagem para História de Lenços e Ventos;
Melhor Figurino para Vem que te Conto;
Melhor ator Coadjuvante para Erisvon Vilela por Pai de A canção de Tereza;
Melhor atriz Coadjuvante para Patrícia Cristina por Coringa por Vem que te Conto;
Melhor Ator para Paulo da Silva por Rei Metal Mau por Histórias de lenços e ventos;
Melhor Atriz para Gabrielle por Contadora de Histórias por Conto um Conto;
Melhor Texto Adaptado para Yuri Lima Cabral por Vem que te Conto;
Melhor Direção para Yuri Lima Cabral por Vem que te Conto;
Terceiro Melhor Espetáculo para Conto um Conto da Escola Municipal Nívea Denardi;
Segundo Melhor Espetáculo para Histórias de Lenços e Ventos do Grupo Si da Escola Mauro W. Weis;
Primeiro Melhor Espetáculo para Vem que te Conto da Turma III do Centro Cultural;
Apresentação do espetáculo "Vem que te conto"

Melhor Espetáculo Cat. Infantil II "Vem que te conto"
 Categoria Juvenil/Adulto
Melhor Ator Revelação para José Marques por Filhote de Elefante de Filhote de Elefante;
Melhor Atriz Revelação para Chauany Gabrielly por De Repente o Trânsito;
Melhor Iluminação para Zona Contaminada;
Melhor Sonoplastia ou Música para Retirantes;
Melhor Cenário para Zona Contaminada;
Melhor Maquiagem para Retirantes;
Melhor Figurino para Zona Contaminada;
Melhor Ator Coadjuvante para Joaquim Neto por Nostálgico de Zona Contaminada;
Melhor Atriz Coadjuvante para Tawana Machado por Teté de De Repente o Trânsito;
Melhor Ator para Pablo Pineto por Tião de De Repente o Trânsito;
Melhor Atriz para Daniela Peruzollo por Zona Contaminada;
Melhor Direção para Luiz Antônio Freitas por Zona Contaminada;
Terceiro Melhor Espetáculo para De Repente o Trânsito do Grupo Talentos da Escola Nossa Senhora Aparecida;
Segundo Melhor Espetáculo para Retirantes do Grupo Nós no Espaço do Espaço Prima Jovem;
Primeiro Melhor Espetáculo para Zona Contaminada da Turma IV do Centro Cultural;
Premiação "Melhor Espetáculo Cat. Juvenil/Adulto "Zona Contaminada"

Apresentação do Espetáculo "Zona Contaminada"



09 outubro 2012

Escola de Teatro Faces abre curso de Teatro para Jovens e Adultos


A Escola de Teatro Faces do Ponto Cenpro Faces de Cultura de Primavera do Leste abre inscrições para curso de Teatro voltado para jovens e adultos.
As inscrições foram abertas nesta terça-feira (09/10) e vão até a próxima terça-feira (16/10) e podem ser feitas no Centro Cultural, na Avenida Brasil, 314 no Bairro Castelândia. As vagas são limitadas e direcionadas ao público com idade superior a 17 anos, o curso é gratuito e as aulas acontecerão nas quartas-feiras das 18:30 as 20:00 horas no centro Cultural.
A Escola de Teatro Faces é o maior projeto de Teatro do Centro-Oeste e atende anualmente cerca de 500 pessoas em todos os bairros de Primavera do Leste, este é o primeiro curso da Escola de Teatro Faces voltado para o público adulto e será ministrado pelo fundador do projeto e Mestrando em Estudos Contemporâneos pela UFMT, Wanderson Lana.
O projeto é desenvolvido pelo Ponto Cenpro Faces de Cultura e conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Primavera do Leste. Maiores informações no Centro Cultural e pelo fone (66) 3498 4949.


29 setembro 2012


"A Festa no Céu"


A escola de Educação Infantil estará participando pela primeira vez no Festival Velha Joana com o espetáculo "A Festa no Céu". Os atores tem de quatro á seis anos de idade. A professora Amélia está muito empolgada com a participação no Festival. 

A apresentação será dia 01 de outubro no CTG, ás 09:45 h.


Figurino do Urubu

Figurino do Sapo

Figurino da Pomba









Conto um Conto

Espetáculo é a junção de dois contos, "Pedro Malasartes e o Couro Misterioso" e o "Coco mais Cheiroso", ambos do dramaturgo Wanderson Lana.
Assim, os alunos do pólo Nívia Denardi prossegue com seu último ensaio para a apresentação Dia 03 de outubro, ás 10:15 horas da manhã,  no espaço do CTG. 

Direção: Kiko Sontak e Ana Dorst
Texto: Wanderson Lana
Adaptação: Kiko Sontak
Elenco: Angela Tonin, Erisvon Vilela, Bruno Baroni, Gabriela Kern, Inaeli Natalia, Eduarda Oliveira, Ricardo Assunção.



28 setembro 2012

Zona Contaminada


A partir da premissa que o fogo purifica o espetáculo 'Zona Contaminada" do Grupo Ao Extremo/Ponto Cenpro Faces de Cultura - Turma IV retorna aos palcos, ou melhor ao chão de terra batida e à um universo mistificado onde uma misteriosa contaminação perpetua o fim dos tempos para mais uma apresentação.

É o segundo ano do espetáculo no Festival de Teatro Velha Joana, na primeira oportunidade o espetáculo foi interrompido pelo fogo que saiu do controle dos atores. Para 2012 grande parte do elenco se mantém e espera presentear o público com uma bela produção fruto da superação e esforço coletivo.

O que é: Apresentação do espetáculo Zona Contaminada com o Grupo de Teatro Ao Extremo/Ponto Cenpro Faces de Cultura no VI Festival de Teatro Velha Joana
Direção: Luiz Antônio Freitas
texto: Caio F. Abreu
Sonoplastia: André Gadotti
Elenco:  Daniella Peruzzolo, Joanny Virmieiro, Renan Augusto, Joaquim Netto, Rafael Rocha, Hiago Gonçalves, Nathalia Camilotti, Karlla Maevah, Talya Vasconcelos e Fernanda Spengler.
Local: Centro Cultural
Data: 02/10/12 
Horário: 22:30 horas
Classificação Indicativa: 14 anos

Cheguem cedo o espetáculo têm a capacidade para 60 pessoas na platéia.



O Menino e o Livro - Polo 13 de Maio



Ponto Cenpro Faces de Cultura - Polo Escola Municipal 13 de Maio apresenta o espetáculo "O menino e o Livro" do professor Luiz Antônio Freitas.

O espetáculo será apresentado no VI Festival de Teatro Velha Joana as 13:40 horsa no CTG Querência Distante. Na foto acima o processo de montagem estão os alunos Pedro, Cheron, Ana Clara, Anna Julia, Bruna Barbosa, Thayane Gabrieli e Igor.

Apresentação VI Festival Velha Joana

O FILHOTE DE ELEFANTE


O filhote de elefante teria cometido um crime, o assassinato de sua mãe. A Bananeira, juiz da selva, a partir de uma acusação da Lua tenta provar que ele é mesmo um assassino.


Espetáculo do grupo Comédia da Arte, representante da escola Cremilda de Oliveira Viana.

Texto: Bertold Brecht
Direção: Rafaela Salomão
Elenco: João Paulo, José Marques, Daiana de Bortoli, Natany Francine e Gideane

02/10
às 07:40h
Local: Praça da Matiz


VI Festival Velha Joana

PLOC, A BORBOLETA MAIS LINDA QUE EU JÁ VI


Ploc se apaixona por Dom Louva-Deus, mas não possui modos de realeza, então tenta aprender boas maneiras enquanto foge de terríveis caçadores de borboletas.

Espetáculo do Grupo Mários e Marias, representante da escola Sebastião Patrício

Dia 04/10
às 07:40h
No Palco do CTG

Foto do figurino do espetáculo "Vem que te conto" do Professor de Teatro Yuri Lima Cabral.


Fotos da construção de figurino e elemento cênico do espetáculo "Histórias de Lenços e Ventos" do Grupo SiSi do Centro Cultural da Professora de Teatro Edilene Rodriguez que se apresentara no VI Festival de Teatro Velha Joana dia 03.10.12 na Escola Municipal Mauro Weis as 13:30 horas.


Espetáculo da Turma II do Centro Cultural que se apresentará no VI Festival de Teatro Velha Joana com a peça "Nossa Terra" da Professora de Teatro Edilene Rodriguez.

" Em Terra de Zé Ninguém, nos bailes de São João, nas noites de pleno frio, nasceu o amor de João..."
" Se conheceram no sertão de Santa Cruz, e assim findou a história de amor..."


                                                      Foto da Nossa Senhora Aparecida.

18 setembro 2012

Pólo Novo Horizonte - A Canção de Tereza

Os ensaios da turma do ponto de cultura da escola Novo Horizonte estão a toda. Tivemos algumas baixas, mas nada que prejudique o espetáculo. "A Canção de Tereza" conta a história de Tereza que espera seu grande amor, e encontra um soldado que está a procura do Cara Preta um boi bravo que está assustando as crianças do vilarejo, então o Cara Preta e Tereza se encontram e surge um sentimento. Na verdade o Cara Preta é o Soldado Alecrim. Sem saber disso Tadeu irmão de Tereza vê Tereza e o Boi juntos e da um tiro. com esse tiro ele consegue matar o amor, O mais puro dos amores.

As Flores


11 setembro 2012


Preparação final para o Festival Velha Joana do Espetáculo “Retirantes” do projeto Espaço Prima Jovem.

Espetáculo Retirantes:

“Tonha fez uma promessa, só vai parar de andar por esse Brasil, quando o transito parar de matar. Nessa caminhada, Tonha encontra Jurema que decide acompanha – lá. No caminho encontram com um circo muito estranho... Com uma mensagem de conscientização. Retirantes veio em busca de um trânsito melhor.”

A peça será apresentada no espaço do salão Social no Conviver, no dia 04 de outubro as 16:15 horas. Nos últimos dias os ensaios foram realizados nesse local, que teve um bom desempenho. Abaixo algumas fotos dos ensaios e da apresentação feita em Maio no Festival Fetran.


Exercícios

Montagem do circo.

Em cena.

Apresentação

Maquiagem

27 agosto 2012

Espetáculo da Cia de Teatro Faces contemplado com o Prêmio Funarte Myrian Muniz se apresenta em Poxoréu




O espetáculo “O menino e o céu” da Cia de Teatro Faces de Primavera do Leste – MT contemplado pelo Prêmio Funarte Myrian Muniz 2011 se apresenta nesta sexta feira dia 31 de Agosto as 15:00 horas na Concha Acústica de Poxoréu.
“O menino e o céu” conta a história de um menino que vive no agreste nordestino e tem como único amigo um jumentinho; e como maior sonho o desejo de voar para pedir às nuvens que volte a chover. Repreendido por sua mãe que não permitia, de maneira nenhuma, que o Jumentinho bebesse o pouco da água que tinha, o menino sai com seu amigo numa grande jornada em busca do Rio São Francisco, acreditando que no meio do caminho encontrariam um pássaro que os ensinaria a voar.
A Cia de Teatro Faces é uma das principais companhias de Teatro do estado de Mato Grosso e começara a partir de Agosto uma série de apresentações pelo interior do Estado, além de Poxoréu “O menino e o céu” se apresentará até o final de novembro nas cidades de Campo Verde, Pontes e Lacerda, Cáceres, Comodoro, União do Sul, Nova Olímpia, Rondonópolis, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Primavera do Leste cidade sede da companhia.
Essa turnê pelo interior de Mato Grosso é um projeto da Cia de Teatro Faces aprovado pela FUNARTE (Fundação Nacional das Artes) em 2011 que permitirá que a Cia circule pelo interior do estado, levando a possibilidade de solidificação da democrática arte do Teatro, principalmente no que tange seu desenvolvido não apenas nos grandes centros, e sim, onde a arte consegue se desenvolver com qualidade e potencialidade.
Além da apresentação o projeto contempla o município com uma oficina voltada aos professores ministrada por Wanderson Lana, diretor da Cia de Teatro Faces com o objetivo de auxiliar na formação de multiplicadores do fazer Teatral.

Oficina de máscaras

Durante o mês de agosto, os alunos do pólo Sebastião Patrício tem passado por Oficina de Máscaras. A oficina ainda está em andamento, pois, a confecção de uma máscara demanda certo tempo e a paciência é importante para se chegar a bons resultados.
As máscaras serão usadas no espetáculo "Ploc, a borboleta mais linda que eu já vi" (texto de Roberto Villani e direção da professora responsável pelo pólo Rafaela Salomão) onde nos últimos momentos do espetáculo há baile de máscaras onde Dom Louva-Deus tentará reconhecer, entre as senhoritas com quem dançará, aquela que será sua noiva.

A foto dessa postagem é do primeiro processo da confecção das máscaras com uso de atadura gessada para tirar o primeiro molde do rosto da pessoa que usará a máscara.



25 agosto 2012

Teatro Faces com o espetáculo “O menino e o céu” encanta e comove o norte e nordeste brasileiro





A Cia de Teatro Faces de Primavera do Leste esteve cumprindo agenda de apresentações entre os dias 06 e 11 de Agosto na terceira etapa do Festival SESC Amazônia das Artes nos estados de Amapá, Maranhão e Piauí com o espetáculo “O menino e o céu” contemplado pelo prêmio Funarte de Teatro Myrian Muniz. Após duas belíssimas apresentações em Macapá – AP e São Luís – MA o Teatro Faces desembarcou em Teresina – Piauí para a aclamação, sucesso de público e crítica. Aproximadamente 710 pessoas lotaram o Teatro 4 de Setembro e dentre essas pessoas a presença ilustre do Teatrólogo e Critico Teatral Maneco Nascimento que utilizou de seu conheço para elaborar uma belíssima critica do espetáculo “O menino e o céu”. Veja a critica na integra a seguir:

Agreste Fabuloso
por Maneco Nascimento

A Cia. de Teatro FACES, do Mato Grosso, através do SESC Amazônia das Artes e Prêmio Funarte Myriam Muniz, apresentou às 9 da manhã, do dia 10 de agosto de 2012, no palco do Theatro 4 de Setembro, o infantil “ O Menino e o Céu”. Um arremate de lúdico e fantasia que se apropria da cultura popular nordestina e ainda tece uma discreta homenagem ao “Lua” que, para este ano 12 do século 21, completa cem anos de nascimento.

O release da Cia., sobre a montagem, abre a discussão do sonho como fio condutor da vida. A criança diante da possibilidade de voar e persuadir as nuvens que chovam e aplaquem a secura do sertão e acalentem a vontade da alma. O enredo coloca a criança diante da perda, da impossibilidade e da morte, situações que “machucam a ludicidade do imaginário infantil” (falas do grupo).

Texto e Direção, de Wanderson Lana, vão-se complementando e abrem a perspectiva de fantasia, veredas do mágico e do encanto para infantes, sem discurso vertical.

Toda a dramaturgia literária vem-se afunilando para elementar a dramaturgia da cena que, simples e emblemática, é representativa da direção de arte. Wanderson também assina os Figurinos que vestem bem as personagens e recriam os bichos, sem caracterizá-los de forma realista crua.

O jumento com sua cangalha, feita de retalhos às vezes das cores nacionais do nordeste de qualquer memória afetiva do animal, amigo do homem, causa efeito singular aos olhos das crianças da recepção.

Um sapo que, na inapetência de poder saltar, em face das agruras da seca, arrasta-se pelo chão, sem nunca perder a alma do batráquio, outra sacada crítico construtiva. Há na solidariedade solidificada, um empenho tácito, o animal (jumento) que carrega o outro (sapo paralítico) ao lombo e ensina o companheirismo, numa pedagogia livre de obrigações.

A dramaturgia de cena é rica em liberdades finalizadas que apontam para bichos que falam por si só, em linguagem corporal equilibrada, sem caricaturas nem ilustrativos de representação óbvia. São o urubu e um Asa Branca que voam sem sair do chão e, ainda assim, o lúdico aparece sem nos deixar dúvidas de que são aves e contam sua história interativa do drama do “Menino do Céu”.

O camaleão, elétrico-dinâmico, que vai mimetizando-se sem parecer que está mudando de cor, salvo a ótima idéia do figurino que vai sendo descartado, peça por peça, sem desgrudar do corpo do ator e apresentar a troca de pele que são casacos variados. Ótima saída para fuga teatral sem perder o fio de Ariadne.

A pesquisa de corpo para a construção das personagens que se vão revelando e recriando verdades para bichos presentes, um luxo de reinvenção da fórmula da pólvora. Abriga novidade no simples e criativo ato de convencer através do ator e sua marca elaborada na práxis do fingimento.

Os corpos falam em coreografias que delineiam movimentos e alma dos bichos, o camaleão, o jumento, o sapo, o Asa Branca e o urubu. Há todo um desenho finalizado para gestos, falas e oralidades dos silêncios e ruídos das personagens “complexos” no drama apresentado.

A cenografia (Yuri Lima Cabral), um achado representativo do sertão de dentro pra fora e de fora pra dentro, expressionista da aridez da fábula contada. O trapézio feito à base de madeira natural que recebe as variantes de dias e dias do sertão seco, rústico e presente. Cavaletes em que são estendidos os emblemas, cortinas da mãe lavadeira, contadora dos percursos do menino na costura das horas, dias e movimentos do sertão que parece não se mexer.

O vestuário das personagens, singelos achados. A barra do vestido materno, que se fecha em bordados de pregadores, um “link” ao fato de ser ela quem estende os “stands”, móbiles (cortinas) da representação do cenário que conta as agruras e desenredos factuais d’O Menino do Céu.

A Direção de Sonoplastia, de André Gadotti, é luxuosa. A música ao vivo, com os sons de um acordeon, + uma vez representa-se à verve da memória afetiva do ícone Luiz Gonzaga, assim como reproduções de composições do Rei do Baião brasileiro. As vozes naturais repercutem canções populares, laranja da terra, também preenchem no simples a história e memória musical direcionada ao enredo.

A Sonoplastia, de Ana Paula Dorst, tem uma precisão de definir vozes e gestos clownescos dos bichos fabulosos, pela “viagem” de efeitos incidentais. A Iluminação, Darci Junior, favorece os belos recortes que desenham o calor e a força inclemente da natureza da seca representada. Delicadezas do falso fácil e do simples artístico. A Maquiagem, Wanderson Lana, pele e capa dos bichos que delineiam as máscaras dramáticas com toda eficiência.

Do elenco, um time fechado para gol de placar. Yuri Lima Cabral, Kiko Sontak, Victor Martins, Luiz Antônio Freitas, Wanderson Lana, Edilene de Jesus e Dionathan Felipe estão concentrados em contar uma história para encanto de crianças e adultos. Desempenham teatro e ciência confirmados em presença bem articulada.

As memórias afetivas são muito presentes à cultura popular e linha do tempo das vidas secas. As passagens de plano, vida-morte, representadas em giraus da morte, tipicamente identitárias. O enterro em cortejo, na rede, também muito representativo nas vidas agrestinas. A árvore seca fulminada pelo sol, outro elemento indispensável como emblema.

Há uma infinitude de boa história contada e uma finitude de cena que não se espera que ocorra. A licença poética da chuva colorida e o circo com sua guirlanda de bandeiras coloridas, como um céu do sertão da fantasia por onde o menino consegue voar depois de sua “morte”, uma alegria de representação da alma humana em festa na empanada do maior teatro do mundo.

Bom desenho dramatúrgico, elenco liberado 101% para a fantasia premeditada e um belo tema desenvolvido para risos e sofrimentos na pecha do lúdico. O Projeto SESC Amazônia das Artes forma platéia e diz a que veio. O público infantil agradece a gentileza teatral

23 agosto 2012

Envelhecimento maquiagem

       Saiba como fazer uma maquiagem de envelhecimento  

Olá amiguinhos do Blog Cenpro Faces de Cultura, aqui quem Fala é a Dona Lucileute, estarei aparecendo por aqui para dar umas dicazinhas básicas para os interessados de plantão. Então levanta do sofá, pega um copo de água bem gelado, jogue na sua cara e vamos aprender a fazer um truquizinho muito bacana para quando você, meu coleguinha, for ou tiver que fazer uma maquiagem de velho.
              Primeiro, passe uma base da cor da pele do ator (É base de rosto não de unha). Em seguida, use um produto cor de pele mais escura que a pele do ator para criar as cavidades e rugas. Aplique uma cor mais clara que a pele da pessoa para criar saliências, papadas e bolsas.
            Acrescente manchas de pele, veias e outros detalhes (Importantíssimo para o efeito ilusório e realístico da maquiagem). Finalize a pintura com "orange stipple sponge" ou outra esponja similar. Para um maior realismo ou cenas de close, use a técnica do "latex stipple" sobre a pintura. Estique a pele e aplique o látex (ou produto semelhante importado), carimbando com uma esponja para textura. Seque com secador de cabelo e passe pó translúcido. Durante toda a aplicação, a pele deve permanecer esticada, somente depois do pó a pele volta à posição normal. Retoque a pintura após o stipple.


Nesse momento sua cobaia estará desconfiada de você, então esta na hora de dizer para ela se acalmar e confiar no que você aprendeu comigo, é só falar meu nome e ela se acalmará rapidinho.
A cor clara e a cor escura são aplicadas de acordo com a anatomia do rosto. São efeitos de luz e sombra que criam uma ilusão de ótica, de maneira que o observador acredita que existam as linhas de expressão que estão pintadas no rosto da pessoa jovem.
           Somente no final aplique reparador de pontas secas e tintura para cabelos grisalhos nos cabelos e sobrancelhas. Por ser uma maquiagem rica em detalhes, ela não é muito fácil de fazer. Mas o efeito é bastante convincente.
Viu só, com calma e treinamento você se tornará um mestre em maquiagens teatrais, ou um grande aprendiz.
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Aos Naus das linguagens e o Teatro Político de Artaud


      É possível falar em um teatro político de Artaud? É possível falar em tempos de política pública sobre  uma linguagem teatral? Teatro metafísico, teatro alquímico, teatro da crueldade, são definições que o próprio autor propõe, na tentativa de definir e fazer entender suas propostas. Mas, teatro político?
        Artaud quer uma revolução, quer mudanças sociais radicais. O teatro para Artaud é um meio para que estas mudanças aconteçam. Erroneamente, suas propostas são muitas vezes entendidas desconectadas  de sua visão social e política. Ele, todavia, não tem em vista fins sociológicos imediatistas, nem propostas político-partidárias. Aliás, este foi um dos principais motivos de seu rompimento com os surrealistas quando estes aderiram ao comunismo (ARANTES: 1988: 75).
        Artaud “tem consciência dos problemas suscitados pela reificação dos homens e da nítida situação de exploração reproduzida, dia após dia pela máquina capitalista. Tem consciência dos problemas sociais-políticos e econômicos de seu tempo” (FELÍCIO, 1996: 115). Artaud não mergulha em sua insanidade em uma busca mística desconectado da realidade que o cerca. Analisando o capitalismo, reconhece que este não consiste apenas em um modo de produção material, “mas em um modo de produzir a vida” (ARANTES, 1988: 76). Por outro lado, se posiciona também contra o comunismo e o critica por que acredita que este se ocupa das mesmas questões que o capitalismo, apenas propondo a transferência do poder da burguesia para o proletariado, atendo-se à produção material, ao desenvolvimento técnico com fins de melhoria das condições materiais da vida, atingindo assim “apenas as aparências superficiais” .
        A revolução artaudiana quer explodir os fundamentos do mundo moderno, subverter pela raiz os hábitos de pensamento atuais e, em suas palavras, “descentrar o fundamento atual das coisas” (ARTAUD in ARANTES, 1988: 76 e 77). Constatando a decadência da sociedade ocidental, em suas idéias, costumes e valores, propõe uma “revolução inútil”, que não atinge o imediato, mas que trabalha no âmbito virtual, questionando e minando os valores reinantes. Vera Lúcia Felício destaca isto ao afirmar que:
       “Se o teatro é o meio escolhido por Artaud, é por que ele crê ser o único meio que age diretamente sobre a consciência das pessoas, portanto, um instrumento ativo e enérgico, capaz de revolucionar a ordem social existente. (...) O Teatro da Crueldade só pode crer numa revolução que atinja destrutivamente a ordem e a hierarquia dos valores tradicionalmente aceitos como absolutos” (FELÍCIO, 1996: 113).
        A subversão destes valores é fundamental para Artaud. Ele reconhece que a confusão e a ruptura fragmentam o indivíduo e a sociedade. Por isto acredita que a revolução precisa ocorrer “pela cultura, na cultura”.
       No prefácio de O teatro e seu duplo, ele reflete sobre a cultura contrapondo duas diferentes formas de compreendê-la. Uma, dominante na sociedade ocidental, coloca a cultura como algo separado da vida, como um sistema de conhecimentos, informações, instrução. Esta visão de cultura traz consigo uma noção elitista e dualista – o culto e o inculto – a idéia da “aquisição” de cultura que remete a uma desconexão. “Como se de um lado estivesse a cultura e do outro a vida; e como se a verdadeira cultura não fosse um meio refinado de compreender e exercer a vida” (ARTAUD, 1993: 04).
Em oposição a esta “idolatria da cultura”, ele apresenta a idéia da “cultura em ação”, que se torna no homem como que um novo órgão, uma espécie de segundo espírito e que rege as ações mais sutis, o espírito presente nas coisas. Artaud acredita na existência de forças latentes capazes de se manifestarem pelo totemismo que o Ocidente não mais considera. Esta cultura é a autêntica, segundo ele, e as relaciona com os manas (que surgem pela identificação mágica). A cultura funde-se com a vida e a vida com a cultura, promovendo a integração do ser humano. Assim, a dicotomia corpo e espírito do ocidente, presente na primeira definição de cultura, não encontra espaço porque não distingue as forças da natureza, das divindades e do ímpeto humano que dá sentido à vida. “A verdadeira cultura pressupõe uma modificação integral, mágica, do ser no homem, numa união entre corpo e espírito, em que este último é cultivado no corpo que, por sua vez, trabalha o espírito” (FELÍCIO, 1996: 121).
       A revolução de Artaud passa por uma transformação na maneira da sociedade compreender a vida, de dicotômica a fusional. O idealismo artaudiano pretende transformações nas estruturas mais profundas, na forma da sociedade viver suas relações, não como indivíduos isolados, mas como um ser integrado ao social. Neste sentido quer uma recuperação das raízes pré-modernas, quando a vida não podia ser compreendida separada da religião. Desta mesma forma, não há para Artaud separação da arte e da vida, pois estas estão envolvidas pela mesma força metafísica. A arte não se encontra como algo a se apreciar, mas como algo a ser vivido.
     Ele afirma que “no ponto de desgaste a que chegou nossa sensibilidade, certamente precisamos antes de mais nada, de um teatro que nos desperte: nervos e coração.” (ARTAUD, 1993: 81). Através do teatro, Artaud pretende abalar sensorial e espiritualmente o espectador, desenvolver sua sensibilidade, colocá-lo em um estado de percepção mais apurado para transformar a consciência. Os nervos e o coração não estão dissociados, mas são veículo um para o outro. “Não se separa o corpo do espírito, nem os sentidos da inteligência” (ARTAUD, 1993: 83). Felício, em seus estudos sobre Artaud, destaca a existência destes dois aspectos no Teatro da Crueldade: um físico, exterior (gesto, imagens, sons), que é direcionado ao impacto pela sensibilidade do público e outro religioso ou filosófico, interior, constituído pelas idéias metafísicas.
      Artaud aponta várias formas objetivas para que o teatro atinja os nervos do público, mas sublinha veementemente que, caso haja estabelecimento de uma linguagem teatral  fixa, esta arruinará o teatro, pois a cristalização de uma forma consiste, segundo ele, no impedimento do movimento da cultura, do espírito. É o rompimento da linguagem que toca a vida e impede a idolatria.
       O espaço é uma exigência do teatro, não apenas por que reúne todas as linguagens, mas por ser um fator que age sobre a sensibilidade nervosa. Artaud não o compreende apenas fisicamente em suas dimensões, mas pretende utilizar seus “subterrâneos” . O espaço é que permite o encontro e o acordo entre os homens. É nele que a cultura, na forma compreendida por Artaud, ocorre, sendo um impulsionador dos deslocamentos e movimentos culturais. A linguagem espacial assume a função idêntica de transgredir o mundo já estabelecido – também por isso o espaço teatral assume uma composição diferente dos espaços teatrais convencionais. Ele abandonando a literatura se propõe a mergulhar na “cultura corpórea-gestual-musical” (FELÍCIO, 1996: 121), ou seja, na cena que é realmente a atividade e acontecimento teatral – manifestação da cultura. O teatro de Artaud quer fazer o espaço e fazê-lo falar, criando poesia no espaço através de imagens materiais, simbólicas.
         Embora pareçam utópicas as pretensões de Artaud de transformar a sociedade, seus escritos tiveram grande influência no trabalho e experimentações de inúmeros grupos e encenadores, muitos com desejos semelhantes de revolução social, outros mais preocupados com experimentações estéticas e formais. Fato é, que não há como pensar o teatro de Artaud, sem levar em conta a cultura e a organização da sociedade e de seus valores. Negligenciar isto, é negligenciar as motivações de imersão no universo mítico pretendida pelo teórico, de compreender a função social do teatro. Contrário a muitos encenadores e reformadores do teatro no início do século XX, que tiverem interesses mais estéticos ou ambicionavam interferências políticas mais diretas, Artaud pretendia realizar sua revolução considerando sua época e o contexto no qual está imerso, propondo uma nova ordem, ou talvez seja melhor dizer, retomando uma antiga ordem mítica, ontológica.
        No início do século XXI, nos defrontamos com valores sociais e econômicas bastante complexos, que possuem muitas relações com a época de Artaud, e igualmente nos deparamos com os pensamentos deste influente teórico do teatro, permanecendo ainda o desafio, irrealizável em sua totalidade, de um teatro indissociável da vida da sociedade. Gilbert Durand, pesquisador do Círculo de Eranos, afirma que a apreensão da realidade é marcada pela simbolização da vivência, e que os aspectos simbólicos e míticos do homem, não são de forma alguma inferiores ao pensamento racionalizado e à linguagem, justamente por que estão na origem destas, sendo anterior a elas (SCHEFFLER, 2002: 04). Artaud, pensando o teatro e a sociedade, caminhava solitário por esta forma de compreender a arte e a vida, e pode ser melhor compreendido quando nos deparamos com outros estudiosos que partilhavam um mesmo olhar, como é o caso de Gilbert Durand e do Círculo de Eranos. Estes estudos possuem diversos pontos em comum com as propostas artaudianas, fornecendo uma interessante epistemologia para o estudo de Artaud.

BIBLIOGRAFIA:
ARANTES, Urias Corrêa. Artaud: teatro e cultura. Campinas, Editora da UNICAMP: 1988.
ARTAUD, Antonin. O teatro e seu duplo. São Paulo, Martins Fontes: 1993.
FELÍCIO, Vera Lúcia. A procura da lucidez em Artaud. São Paulo, Perspectiva: 1996.

 

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